Quanto tempo não apareço por aqui. Mas, enfim...
A verdade é que venho tirando proveito de tudo que vem me acontecendo.
Se agora sou pai e mãe e arco com todas as despesas me sinto uma espécie de heroína, ou talvez bailarina que dá piruetas em arranha-céus pelas grandes cidades. E nada mais, nada, vai tirar a alegria que que chegou como não quer nada e agora já faz parte de mim.
Nem um idiota, nenhum borra-botas, nenhum Zé Ninguém apaga.
A Gabi completou 5 anos no último domingo. E todo aniversário da pequena me faz refletir muito.
Acho que mesmo vivendo por mil anos, nunca vou entender alguém que maltrate crianças, que violetem ou qualquer forma de agir com maldade com eles.
Mas, em contra-partida, existe um outro tipo de horror que vemos com grande frequência e infelizmente tornou-se banal.
Nunca vou entender pais (e mães) que viram as costas para seus filhos e abandonam a própria sorte bebês em latas de lixo, que jogam lindas meninhas pela janela, que preferem ter um filho morto a ter um filho gay, que vendem suas adolescente em casamentos arranjados.
Isso é cruel, todo mundo sabe. A moça do jornal falou, e tá falado.
Mas, como vemos a negligência ? desprezo? pouco caso? E o chá de sumiço?
Eu que sempre tive (enquanto tive) meu pai sempre perto e disponível ainda não me acostumei com essa nova modalidade de paternidade. Aquela linha pai de Orkut? Se você vê a página dele daria um prêmio de excelência no seu chamado de pai e nunca, mas nunquinha na vida, dirá que esse homem tão terno deixe sua filha esperando com olhos de saudade a chegada de alguém que tem sempre uma desculpa na ponto da língua e sempre é capaz de justificar tudo. Mas quem conhece bem a peça...Aff!
Já sofri com isso, confesso. Mas, hoje me dia, mesmo que chocada, penso que quem sairá derrotado dessa história não é a criança, mas sim o pobre demônio de valores invertidos.
E se eu marco um jantar romântico advinha que se anima toda pra ir junto?
De perto da minha pequena é que eu não saio, nunca.
E lá se vão 5 anos de uma parceria mãe e filha que dá muito certo. E que graças aos céus, tenho quase certeza que ela vai enxergar isso sozinha. E já enxerga. Máscaras não se sustetam por muito tempo mesmo.
*Qualquer semelhança será mera coincidência.
Aline Affonso
1 comentários:
E disso eu entendo como ninguém... Bom para nós! Que andamos juntos, vemos cada dente caindo, as primeiras letras, os primeiros versos e todos os melhores sorrisos do mundo.
Postar um comentário